Confira o que rolou na 1ª reunião Marcha da Maconha SP 2014; a próxima é dia 15/02

06/01/14

Leia abaixo a ata da primeira reunião da Marcha da Maconha São Paulo 2014. Caso queira participar do processo de construção da Marcha, compareça ao Porão da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, sábado (15), às 15h. Nossa vitória não será por acidente!

ATA

Centro Cultural São Paulo, cerca de 40 presentes

– A reunião iniciou-se com uma breve recapitulação da história da Marcha da Maconha SP e da forma como nos organizamos: decisões em reuniões abertas, horizontalidade, lista de e-mails para debates, consensos, comissões para executar tarefas.

– Por conta das reuniões serem abertas, lembrou-se da necessidade de cuidado com possíveis infiltrações: não fique à vontade com desconhecidos.

– Jornalistas da Rede Band estiveram na reunião e foram autorizados a filmar o início dela.

– Em pauta: análise do momento atual da Marcha/ discussão sobre eixo e possíveis ações/ debate sobre a data

 

+ CONJUNTURA: 

– diversas falas debateram a mudança de patamar do nosso movimento em relação à última Marcha. Debate avançou muito, sobretudo internacionalmente, e legalização está mais próxima do que nunca. Foi falado inclusive de um processo de “legalização em curso”.

– enfatizou-se a necessidade de se destacar a questão dos presos relacionados à maconha e do caso específico de Ras Geraldo

– algumas falas apontaram a necessidade de não sermos repetitivos em relação aos eixos passados, mas diversas outras também ressaltaram a importância da ênfase no Estado penal e do caráter de classe da guerra às drogas. Uma fala defendeu que a ênfase na guerra dialoga com todos os públicos, para além dos usuários.

– foi apontada como central a preocupação que devemos ter com a segurança no dia da Marcha, uma vez que depois de junho a forma de se manifestar mudou bastante no Brasil e em São Paulo. Não houve consenso quanto à probabilidade de ter violência policial na Marcha, mas houve consenso quanto a necessidade de nos prevenirmos para um pior cenário

– diferentes falas defenderam que haja destaque na questão internacional

– algumas pessoas defenderam que conectássemos nossas pautas com a discussão sobre a Copa, mas outras acharam que isso pode diluir nossas pautas específicas. De todo modo, não houve discordância quanto à participação da Marcha SP nos espaços que questionarão a Copa, como por exemplo plenária que haverá no dia 23.

– as duas iniciativas propostas para o ano passado, a dos blocos e a da caravana, foram avaliadas como interessantes, mesmo que só os blocos tenham dado certo.

– foi comentada também a questão da desmilitarização, que poderia perpassar nossos materiais de alguma forma

– algumas pessoas defenderam que a Marcha funcione durante o ano todo, não só no primeiro semestre. Outras falas ponderaram que houve sim ações conjuntas ano passado depois da Marcha, mas que são mais pontuais. Não houve discordância quanto a aproveitarmos o processo de organização da Marcha como forma de difundir o debate, para além do dia do evento.

– defendeu-se esforço para dialogar com periferia.

 

+ EIXO, AÇÕES:

– uma das propostas de ação mais consensuais foi a de fazermos um encontro antiproibicionista nos moldes do que foi o do RJ, antes da Marcha, para qualificar o debate e também incidir na mídia, trazendo personalidades de impacto. A ideia é que ele dure um fim de semana, e foi proposto que ele centre suas discussões nas alternativas de legalização, ou seja, possíveis modelos de legalização, seus prós e contras e tal. Não debatemos se seria um encontro deliberativo ou mais de debates.

– no dia 19/6, Uruguai jogará com Inglaterra em São Paulo. Também foi consenso fazermos alguma intervenção nesse dia.

– falou-se em festa ou festas para arrecadação, sem muitos detalhes

– em relação ao eixo, não houve tempo para chegarmos em nenhuma definição, mas foi destacada a necessidade de ser algo abrangente que possa dar conta dos inúmeros aspectos envolvidos na discussão antiproibicionista e que também reflita a diversidade dos distintos grupos e indivíduos que compõem a Marcha. Tiramos como indicativo já levarmos propostas formuladas de eixo para a próxima reunião, na qual ele será decidido por consenso – se possível, já ir apresentando- as na lista de e-mails.

 

+ DATA e PRÓXIMA REUNIÃO:

– houve duas propostas de data, após discussão aparentemente consensual de que não devemos marchar muito perto da Copa por conta do risco de diluição das atenções. Assim, foram propostas as opções do dia 20 de abril, domingo, ou do fim de semana seguinte, com opções de ser no dia 26 ou 27.

– marcamos a próxima reunião para o dia 15, também às 15h, no Porão da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Rua Riachuelo, 194, pertinho dos metrôs Sé e Anhangabaú: http://goo.gl/maps/vWRtB (é! essa portinha estranha, nos fundos da faculdade). Nela, fecharemos data e eixo, tentaremos definir um cronograma inicial de trabalhos, reuniões e possíveis comissões e iniciaremos a discussão de trajeto, concentração, etc.

06/02/14 19:49
henrique:

oi gostaria de saber a data e a hora e o local de partida da marcha de campinas
nossa vitoria nao sera por acidente legaliza brasil

 
11/02/14 15:22
Lucas:

Não pude participar da reunião, mas entendo que a pauta deve ser ÚNICA: A CANNABIS.

Com o devido respeito aos críticos da Copa e aos desmilitarizantes, mas a marcha é da MACONHA. Podemos até nos compadecer com estas outras bandeiras, mas não no dia em que temos que focar na GANJA.